Quinta, 03 Janeiro 2013 22:04

VOTO: UMA REFLEXÃO, UMA IDEIA, VÁRIAS CONSEQUÊNCIAS

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Por: Rodrigo Freire

Estamos chegando perto de mais um processo eletivo, que irá definir os representantes da sociedade para os próximos quatro anos. Contudo, na verdade, poucos, na essência, conhecem a importância do voto em sua completude, esquecendo-se que: “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos”, conforme assegura-nos a Constituição Federal do Brasil, em seu art. 1º, parágrafo único.

Afora isso, segundo determina o art. 14 e seus incisos, do mesmo diploma legal, o voto direto e secreto é o meio pelo qual é exercida a soberania popular. Isto é, é por meio daquele que a população é convocada a opinar quando da necessidade do plebiscito, referendo ou da iniciativa popular.

Nesse sentido, evidente a necessidade da reflexão da participação popular na escolha dos representantes que pleiteiam uma vaga eletiva. Aliás, esta palavra (reflexão) deveria ser a regra em nossas vidas, mas pelo que se percebe, não é bem assim que acontece, predominando a precipitação, seja do Oiapoque ao Chuí.

O voto é uma importante arma contra as crueldades. A briga pelo poder é intensa e tal situação é louvável, pois a vitória acalenta a alma, ou não é? Não é atoa que os ânimos se inflamam de modo acentuado. Afinal, o vencedor irá nos representar durante distintos quatro anos; para uns, motivo de alegria; para outros, de insatisfação e desânimo, salvo exceções.

Ademais, seja quem for o eleito, seja qual for o cargo que ocupe no cenário político, apenas aconselha-se que este administre com o coração, atendendo aos anseios sociais, desprendido de vindouros benefícios pessoais. Será utopia? Devemos crer que não.

Ao exercer a democracia devemos pensar nas consequências das nossas escolhas. O erro, nestas situações, é de impossível restauração. A cidadania deve ser exercida plenamente, sob pena de estarmos desprezando um princípio capital, qual seja, a busca do bem comum.

Portanto, para que possamos ir às urnas, honrar um direito tão básico e, ao mesmo tempo tão peculiar, faz-se necessário uma reflexão concentrada, através de uma ideia eficiente, pois, impreterivelmente, as consequências podem não ser das melhores. Viva a democracia. Viva o povo. Viva o voto, direito, sagrado e inalienável.

Ler 1195421 vezes Modificado em Quinta, 03 Janeiro 2013 22:06
Naiane Doria

Advogada, credenciada na OAB/SE sob o n.º 7569, atuante nas áreas de Direito Civil, Direito Criminal, Direito Trabalhista, Direito Administrativo, Direito do Consumidor e Direito Previdenciário.

Bacharel em Direito pela Universidade Tiradentes - UNIT, em 2012. 
Pós-graduanda em Direito Civil e Processo Civil pela Faculdade de Sergipe - FASE.

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